Saudações, camaradas! Tamo de volta rompendo esse hiato do Fluxo com um conteúdo semanal de utilidade pública: uma clipagem de coisas interessantes que entraram no radar da Poligonal que achamos relevantes o bastante pra compartilhar cocês. Tem de tudo, tutoriais, curiosidades, oportunidades e o trailer de uma expansão lançada hoje que tamo no hype por aqui. Ah, tem jogaço brasileiro gratuito, também! Abra sua caixinha de links pra começar a semana com uma pá de coisa pra curiar.
O “Cine Formação Agreste” (é esse nome mesmo? foi o que deu pra entender da imagem…) está com inscrições abertas até dia 30 de julho pra galera de Pernambuco. Se você tem disponibilidade pra se deslocar até o Porto Digital Caruaru e participar das 80 horas (!!!) de atividades de formação em setembro, vale a pena meter teu argumento. Dá uma sacada no regulamento pra ter mais detalhes sobre as atividades e como participar da seleção. Assim como o Lab Jabre os argumentos submetidos têm de ser exclusivamente de curta-metragens.
Caso tenha passado abaixo do teu radar, a Seleção Petrobras Cultural 2026 continua com inscrições abertas até o último dia de julho (31). Pela 1ª vez esse colosso do patrocínio cultural brasileiro abre uma categoria específica para desenvolvimento de jogos eletrônicos (além de todos os segmentos padrões, claro). Saca o edital na íntegra junto com a porrada de anexo no site dessa que é top 3 melhores estatais BR. A Poligonal vai meter no mínimo dois projetos nesse edital que tem o financiamento recorde de R$270 MILHÕES pra todo o território nacional.
Quando começamos a escrever esse post o extremamente foda Festival Rec n’ Play que mistura inovação, tecnologia e cultura tava com as inscrições até dia 17, porém agora prorrogaram até dia 31, olha só que bênção. ÊTA GLÓRIA! Segundo o site do evento:
Os formatos elegíveis são oficinas, debates, rodas de conversa e experiências — todos com foco em participação, troca e construção coletiva.
Tem projeto engatilhado? Saca as orientações pra participar no site do festival. O festival rola entre 11 e 14 de Novembro no Bairro do Recife.
O tradicional Festival Aruanda do Audiovisual da Paraíba tá com inscrições abertas pra quem tiver com filme na ponta da agulha. Com a última prorrogação, você pode submeter até o dia 03 de Agosto. O festival é aqui da Paraíba, mas o alcance é internacional, aceitando inscrições de qualquer canto do planeta.
E o último link dessa seção de oportunidades é o mais valioso e permanente, porém vem precedido de uma pergunta retórica:
Você sabia que a Poligonal tem uma força-tarefa pra farejar editais e oportunidades de financiamento como as listadas aqui? Porra, é claro que não, a gente nunca falou isso em canto nenhum. Conheça a Caram3l0!
A ideia da Caram3l0 é ser um webscrapper (raspador de informações de sites) em javascript, mas como achar desenvolvedor com o mínimo de consciência de classe é tão raro quanto vaga CLT nos dias de hoje, resolvemos fazer manualmente e transformar o que seria algo automatico em algo manual e tamo organizando essa força-tarefa no zipzops. A ideia é a gente se ajudar, então entra no grupo e saiba que a ideia é tanto receber quanto compartilhar oportunidades, ok?
Eventualmente esse app javascript rolará e a gente automatizará esse processo. Quem já for da força-tarefa saberá primeiro 🙃
Tutorial super fofo da Fernanda Montoni sobre como tirar o máximo de proveito de referências visuais sem virar refém delas. É exatamente o que tá escrito na imagem, mas não tem pra onde fugir pois é exatamente do que se trata. Galere da arte, dá uma sacada!
“A Forma da Merdificação” um estudo clipou mais de 60 mil histórias, metade criada por humanos e metade geradas por Grandes Modelos de Linguagem (LLMs) - o bom e velho (ou melhor, o novo e péssimo) AISLOP. Rankearam as histórias em um ponto num gráfico e o resultado, depois do óbvio, é bem interessante: enquanto nós somos criativos, abstratos, sutis e surpreendentes, as IAs não confiam na sua inteligência, jogam safe demais (usam sempre as mesmas estruturas), são irritantemente coerentes e totalmente incapazes de trabalhar com subtexto. Essa é a parte óbvia, a parte interessante é que modelos diferentes possuem cacoetes diferentes. Vale a pena dar uma sacada nesse vídeo curto do Bruno Belíssimo (é o nome dele, achei ok só 😂).
Esse AULÃO ESPETACULAR fez o meu mês, justamente quando tava estudando Gameplay Tags na Unreal Engine. Ao contrário do Bruno, o Ali é realmente belíssimo (carai, desnecessauro… kkkkk) e tem uma didática impecável. Amo muito como ele pode ser sucinto, direto, mas super bem explicado e o meu ponto preferido: absolutamente tudo exemplificado com casos práticos que ele faz especialmente pro que ele tá explicando, nem mais, nem menos. O resultado não é um tutorial como os infinitos que a gente vê pelo iutubiu, é uma aula que deveria ter status de universidade. Até assistir esse vídeo o conceito de Gameplay Tags não estava tão cristalizado como agora depois que vi. Muito obrigado, Ali!


Do nadão o João Duminguz brotou com essa ogiva nuclear de conhecimento topológico chamado Topology Guides! Esse repositório é vital pra galera do 3D, focando em anatomia e fluxo de malhas para deformações e animação. Existe um sem número de guias ultra detalhados (e até animados!) que vão desde boas práticas, a macetes pra tornar o ato da modelagem menos dolorosa.
Esse não foi o único achado de João pra galera do 3D essa semana. Na próxima seção sobre ferramentas há coisinhas úteis (E GRATUITAS!) pra usar no Blender.
Já que tamo falando de Blender, o Ian Hubertz entrou no nosso radar essa semana. Ele tem um jeito bem peculiar de fazer tutoriais: consegue ser igualmente intensamente didático e hilário. Um comentário nesse post foi cirúrgico: “É como se o Deadpool tivesse ensinando Blender”. Nesse post ele explica uma questão que sempre tive comigo: “Se um personagem tem um mói de penduricalhos na sua roupa, como usar física pra animar realisticamente cada um deles?”. Ele me entregou essa resposta de bandeja nesse post e ainda me fez rir com força. Ótimo conteúdo, seja você do 3D, ou não.
Hora de compartilhar ferramentas que passaram por nosso radar e merecem ser conhecidas. O ideal é serem FLOSS (Free/Libre Open Source Software), mas os proprietários que sejam gratuitos tão valendo também.
A gente sabe que o Github tá sendo destroçado pela Microsoft há anos.
(Aproveita e segue o pequi e o Tecnologia e Classe aqui no Substack!)
Aliás, não só destroçado, o Github se transformou em um enorme sanguessuga do trabalho alheio, como esse vídeo do Mano Deyvin explicita:
A Microsoft tá fazendo com o Github o que o Zuckerverm tá fazendo com todas as mídias da Meta: roubando trabalho alheio e enchendo o koo de dinheiro com isso. Porém, do mesmo jeito do Instagram, o Github é onde todo mundo tá, então não tem pra onde fugir (pelo menos por enquanto). Esperamos que role um êxodo pro Codeberg o mais cedo possível, mas enquanto isso não rola, vamo colocar a logo do Github quando for repo lá e esperar que chegue o momento de colocar a logo do Codeberg quando rolar um repo por aquelas paragens. Vida longa ao FLOSS e que se foda a Microslop ladra de mão de obra.
Chegou por aqui uma espécie de Trello super simplificado, rápido e poderoso especialmente pra quem TDAH e outras neurodivergências que tendem a alimentar o caos. Essa ferramenta de gerenciamento de tarefas e projetos tem uma proposta bem massa direcionada pra essas pessoas e no nosso teste aqui o Leantime pontuou bem, principalmente por um feature bem específico que eu particularmente nunca vi. Travou numa tarefa? Compartilha o motivo. O software vai tentar afunilar uma causa e fará sugestões pra você atacá-la diretamente.
A tarefa é complicada demais? O Leantime sugere que você decomponha o problema como um desenvolvedor competente e gere tarefas menores pra diminuir o peso. Tá sentindo sobrecarga por já estar fritando há horas? Que tal 10 minutinhos de pausa pra voltar com mais gás depois? Não precisa fazer e tá na frustração? Vai fazer essa merda pra que então? Tá, ok, essa última fui eu, mas me motivaria.
Pra quem for viciado em ferramentas de produtividade e quiser uma local based, open source e direcionada pros neurodivertidos, vale a pena dar uma sacada.
O Windows é um dos piores pedaços de software que perduram atualmente. Mas assim como o Github e o Instagram supracitados, a maioria usa esse OS que uso pra escrever esse texto nesse exato momento e por mais que os esforços da Valve com o SteamOS tenham avançado a passos largos, principalmente em relação a jogos, ainda há diversos obstáculos que impedem uma migração definitiva pro Linux. Enquanto isso não rola, uma das coisas que podem remediar esse uso involuntário é desentupir o sistema operacional de entulho digital que vem cravado na instalação. Pra isso existe o Win11debloat, nome mais autoexplicativo, impossível, né?
Um debloater é um programa criado para remover aplicativos inúteis de fábrica e funções extras que pesam no sistema desnecessariamente. Meu sonho é achar um pro Android, mas esse do Windows foi testado por mim e pelo Rieg e é garantia de funcionar muito bem. Na verdade, bem até demais… Saca como ficou meu The Finals depois de deletar o que tava marcado em verde (seguro) e amarelo (opcional) nesse debloater:
O bicho saiu arrancando visual studio, codec e os caraio e eu tenho certeza de não ter selecionado pra deblotagem. Na dúvida, só deleta o que tiver em verde mesmo e ignora o que tiver em amarelo… (e sim, tá tudo bem agora que atualizei uns drivers). Se souber fazer super vale a pena. Por aqui foram gigas de espaço liberado.
Farejado pelo digníssimo João Duminguz o Tissue respondeu uma pergunta que eu tinha e nem sabia: o que danado é TESSELAGEM? Antes eu pensava que era algo feito puramente pra torrar seu PC nas opções de jogos (e não deixa de ser… rs), hoje tenho o conhecimento que além disso tesselagem é o terror cósmico dos tripofóbicos:
Esse addon do Blender faz essa técnica de adicionar geometria a superfícies se tornar super simples com poucos cliques. Só pega leve pra não ter gente pegando ódio/nojo irracionalmente.
Pra finalizar, algo útil pros vaibicôder de plantão. Se você é dos vibecode, saca o que é um IDE. Se saca o que é um IDE, sabe que o OpenCode é um dos agentes mais relevantes nesse meio. Se saca o que é o OpenCode, imagina ele cheiradasso, depois de tomar 5L de café e 12 Monster todo dia até destruir a flora intestinal e andar de fralda que nem o Javier Milei. Esse é o CodeNomad, ou pelo menos o que entendi dele. Não chegamos a testar ainda pois o Google Antigravity tá rolando por aqui e estamos consideravelmente satisfeitos, mas assim que acabar essa boquinha vamos testar o CodeNomad com LLMs gratuitas como o Kimi K3 e o GLM-5.2 que tem rankeado bem nos benchmarks.
Eventualmente vai rolar um texto sobre o que nós da Poligonal achamos sobre LLMs, inclusive. Até lá cê pode sacar o CodeNomad aqui:
A única expansão do adorável The Alters da igualmente adorável 11 bit studios chegou esse mês no PC (Steam, Epic Games Store e GOG), Playstation 5 e Xbox Series X/S. É difícil descrever essa expansão sem dar spoiler do jogo base, mas o que dá pra falar é que ela se passa em uma das diversas ramificações da história com um clone específico e ao invés de estar sempre em movimento naquela base circular, dessa vez você fica num canto só e expande pelo subsolo. Prato cheio para célebres fãs de X-COM como o 1000Tim Pena-Negra.
“Filme de terror que se passa em Chiloe, ilha do Chile que rolou inquisição espanhola. Acho que a única da América Latina que rolou inquisição. A ilha é bem doidera, tem umas historia de bruxaria que uns bruxos matavam os colonizadores e tals” João Duminguz
Nosso digníssimo diretor de audio Rieg garimpou essa entrevista super interessante da Nathália Pandeló com o Jiacomini. Desenvolvedores indie frequentemente subestimam a área de audio, mas veteranos sabem como ela é vital pra game feel, imersão e a criação de experiências memoráveis. Saquem essa entrevista foda lá no site Mundo da Música (e sigam a Nathália aqui no Substack pra mais textos edificantes e bem escritos!).






























Demorei, mas vi o mention e queria deixar meu agradecimento. Hoje em dia, a gente nem sabe mais se o que escrevemos vai encontrar leitores por aí. Obrigada pelo salve e vamos em frente!